"Ciúme, ciúme
Eu me mordo de ciúme
Eu me mordo, eu me mordo de ciúme
Eu me mordo, eu me rasgo, eu me acabo
Eu falo bobagem, eu faço bobagem, eu dou vexame
Eu faço, eu sigo, eu faço cenas de amor
Ciúme, ciúme, eu me mordo"
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
31 dias sem ele

A janela estava aberta deixando que pequenos feixes de luz invadissem a sacada e esquentasse, nem que fosse só um pouco, aquele inverno meio nebuloso. Julho passava devastando meu bom humor, só o que eu queria era que aquela maldição de mês fosse embora. Contar os dias sem ele era mais do que eu podia suportar. Agosto parecia que nunca iria vir me visitar. Que nunca traria ele de volta pra mim. Segunda, terça, quarta. Os intermináveis dias do mês 7 eram todos iguais; uma rotina entre café e poltrona da tal sacada, enquanto eu olhava o dia se deitar, ao contrário de mim, que não consiguia ir me deitar sem ele para me abraçar.
sábado, 22 de maio de 2010
-paleta
Olhei para os lados e só encherguei tons de laranja. Um vermelho cobria a parte superior do amarelo em destaque em meio ao céu azul. Meus olhos mal se abriam de tanta luminosidade em uma só cena. Minha pele pedia por mais azul enquato meus olhos ansiavam por mais espetáculo daquele crepúsculo incandescente.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
de minha natureza;

Gargalhando te segurei pelos punhos, correndo numa direção incerta. O Sol escondido entre os flamboyants de cores variadas. Maio chegava e nós nem percebiamos há quanto tempo estavamos mergulhados naquele amor intenso. Meus pensamentos se embaralhando com os seus. E então parei; ofegante. Sem dizer nada, me aproximei de seu rosto, não tirando meus olhos dos teus.
-Eu te amo. - Vi a imensidão do significado daquela frase quando você a pronunciou.
Apenas sorri.
Não era mais possível me imaginar sem você dali em diante. Te abracei num beijo e senti a famosa sensação de borboletas no estômago que nenhum outro alguém conseguira me provocar. A brisa da tarde tocando minha nuca. Essa minha necessidade de te amar; Esse meu jeito de te ver.
terça-feira, 30 de março de 2010
O que sobrou do céu

Quando apontei para o mar de verde à medida em que nos aproximávamos dele, um pensamento passou pela minha cabeça. Não sei você, mas a imensidão azul que acobertava a relva vegetal viva ali perto me despertava um desejo insuportável de nunca mais voltar para casa. Havia apenas uma pequena parcela de areia entre o mar e o verde do gigantesco campo. Não fazia sentido que eu nunca estivesse ali antes. Era uma paisagem comum em fotos de sites publicitários e tão surpreendentemente incomum em minha visão crua. Nunca vira tamanha beleza natural. Sentir o gelado mar tocar meus pés parecia diferente. O Sol nunca brilhou tanto. Quis ficar por ali. Por favor, não destruam isso aqui tabém!, pensei.
quarta-feira, 24 de março de 2010
no olhar;

Com nossas mãos entrelaçadas fiquei olhando seus olhos castanhos que fitavam o pôr-do-sol. Senti naquele momento o que você não queria falar; o que estava na sua cabeça. Seus olhos cor de topázio por causa da luminosidade encaravam o horizonte e eu não tive certeza se você estava ciente de que eu estava mais concentrada em você do que em qualquer coisa que nos cercasse. Não me importei. Me aproximei, agora sentindo o cheiro de seu perfume que grudou na sua camisa e me deixou inundada de prazer. Queria dizer que te amava, mas aquele momento só permitia o silêncio de nossas vozes e a histeria de nossos pensamentos. Arfei quando me dei conta de que estava há algum tempo sem respirar, nocauteada com sua beleza. Você percebeu e se virou para me olhar. Meu coração batucava freneticamente enquanto você se aproximava e tocava meus lábios, sorrindo com o olhar.
domingo, 21 de março de 2010
pesadelo
E seu beijo era o que me fazia despertar dos meus pesadelos noturnos. Sei que te incomodava saber que desde a morte de meu pai eu não tinha mais sonhos. Como se todos eles tivessem sido levados junto com ele. A noite era um tormento ao meu ver. Você, como sempre, estava sentado ao meu lado segurando minha mão e me lançando aquele olhar que eu já conhecia. Queria poder te dizer que ficaria tudo bem. Mas não pude. Parecia um déja vù, tão real que eu ainda conseguia reviver o sereno daquela noite. Meu coração ainda disparado fez você suspirar. Me levantei e te abracei, querendo que essa noite parasse de se repetir no meu subconsciente.
quinta-feira, 18 de março de 2010
sem despedidas, sem contra-tempo

Entrei no quarto e notei algumas coisas espalhadas pela cama. Olhei no espelho e nossa foto não estava mais lá. Foi o bastante para que eu começasse a chorar. Eu sabia que ele havia ido embora. Nenhuma carta de despedida, nenhum abraço de adeus. Apenas fui deixada junto com o sentimento de perda. Eu o perdi. Perdi talvez para todo o sempre. As lágrimas não estavam se aguentando, meus olhos só conseguiam desenhar a imagem perfeita dele. Meu coração se apertava em meu peito e a dor era tanta que eu não conseguia parar de pressioná-lo. Meu amor era tamanho, que não compreendia sua falta. Minha mente já não pensava mais, me senti insana e ao mesmo tempo não me senti. Acho que morri ali.
E foi assim.
Ficar sem você.
domingo, 14 de março de 2010
'wanna rain

Terça-feira e o Sol à pino. Não encontrei nuvens por onde olhei, e com o azul que refletia nas vidraças do comércio, pude deduzir que ela não viria para me purificar. O calor invadia meus pensamentos enquanto eu me sentia delirando num desejo insuportável de refrescância. O asfalto parecia arder e meu cabelo grudava em minha pele. A sanidade já se confundia com o desejo.
quinta-feira, 11 de março de 2010
"two is better than one"

Fugi dali o mais rápido possível, mas só o que consegui concluir foi que era impossível fugir. Estava dentro de mim. Tentei lembrar de algúma fórmula algébrica que fosse capaz de se encaixar nessa equação. Mas novamente, o que consegui concluir, foi que o único cálculo que funcionaria seria de adição.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
a flor que você me deu;

O céu me cobria com suas nuvens enquanto eu olhava a tarde passar. O contraste do verde com vermelho da flor que eu segurava refletia em meus olhos amor e ansiedade. Pude sentir um gosto de paixão. O bilhete cor de beje que a acompanhava agora estava no meu bolso. O tic-tac de meu relógio só fazia prolongar as horas sem você e como num paradoxo, também o encurtava. Fevereiro estava se esgotando, mas eu não parecia me importar. Olhar para aquela flor que você me deu, me proporcionava uma felicidade boba e intensa. Insana. Eu te amo. Só consigo pensar nisso.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
prefiro assim

E daí pra frente eu senti medo. Medo de não ter mais você comigo algum dia, sei lá. Nunca havia sentido isso antes, tão intensa e dolorosamente. Às vezes acho que isso é loucura, que virou obsessão. E talvez seja mesmo. Não que eu me importe. Talvez isso passe, esse incomodo não me volte. Amanhã depois do café, quem sabe? Acho que não. Como se gostar de você tivesse esse sentimento de posseção, de medo, esse atordoamento incluso. E por incrível que pareça: Eu não quero que passe. Prefiro isso a não te amar. Gostar de você me dá prazer. Me proporciona o que eu nunca havia sentido antes. Tão bom e caloroso, que ao teu lado pode estar caindo o mundo que eu não me importo se morrer com você. Não te ter é meu pior castigo, pior que o esquecimento.
Gosto tanto de ti.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
meu astro rei

Quando olhei pela janela pude entender o que você havia me dito. Eu nunca tinha olhado realmente para o céu. Nunca tinha realmente visto o brilho do Sol nas folhas das mangueiras. Agora tudo é diferente. Com um toque de brilho a mais em tudo que existe. É como se eu nunca tivesse visto o Sol antes. Agora eu tenho um só pra mim. Acho que me apaixonei perdidamente por você.
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