terça-feira, 30 de março de 2010

O que sobrou do céu


Quando apontei para o mar de verde à medida em que nos aproximávamos dele, um pensamento passou pela minha cabeça. Não sei você, mas a imensidão azul que acobertava a relva vegetal viva ali perto me despertava um desejo insuportável de nunca mais voltar para casa. Havia apenas uma pequena parcela de areia entre o mar e o verde do gigantesco campo. Não fazia sentido que eu nunca estivesse ali antes. Era uma paisagem comum em fotos de sites publicitários e tão surpreendentemente incomum em minha visão crua. Nunca vira tamanha beleza natural. Sentir o gelado mar tocar meus pés parecia diferente. O Sol nunca brilhou tanto. Quis ficar por ali. Por favor, não destruam isso aqui tabém!, pensei.